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Capital Humano

Há diferentes perspectivas sobre a ideia de capital humano. Há a perspectiva da economia, a perspectiva gerencial e a perspectiva individual.
Perspectiva econômica
Capital humano é ideia que nasceu dentro da economia. O assunto foi abordado por Theodore Schultz, que ganhou o prêmio Nobel de Economia de 1968. Em 1960, Schultz publicou um artigo no qual usou a expressão capital humano e ficou conhecido como um dos pais da ideia. Em seguida, Gary Becker, vencedor do prêmio Nobel de Economia em 1992, expandiu consideravelmente esse tema. Segundo Becker, educação formal, treinamento e saúde são investimentos no capital humano, que produzem retornos como o aumento da renda e da produtividade no trabalho. Na perspectiva dos economistas, o capital humano é um dos fatores de produção – no qual se investe e do qual se obtêm retornos sociais.
Perspectiva gerencial
Da economia, campo em que o enfoque é social – a sociedade investe e obtém retornos – essas ideias migraram para a administração das empresas. Aqui, o enfoque é particular – a empresa procura obter retorno sobre os investimentos em seu capital humano. É uma aplicação da estratégia RBV – resource based view. O investimento é representado pela construção de políticas e práticas de gestão de pessoas e de processos organizacionais que dependem de pessoas. O retorno é representado pelo desempenho em termos de produtividade, valor financeiro e competitividade. Neste enfoque, o capital humano é um ativo da empresa – sinônimo de recursos humanos. No econômico, o capital humano é a própria essência da sociedade.
Perspectiva do indivíduo como criador de valor
Além da perspectiva econômica e da gerencial, também podemos ver o capital humano na dimensão individual. Neste enfoque, são as pessoas, como indivíduos, os detentores do capital humano e os promotores de seu próprio desenvolvimento e da criação de valor para a empresa. A empresa não possui capital humano – simplesmente o emprega mediante contratos de trabalho. O capital humano é substituível – pode-se trocar as pessoas – mas não é transferível como é o dinheiro. Não só uma pessoa não perde seu capital humano quando, por exemplo, educa ou orienta outras pessoas, como também não se transferem experiências e certos atributos como inteligência e personalidade. Tratado com educação, experiência e informação, o capital humano, como patrimônio do indivíduo, só aumenta com a idade.