SEIS MÁXIMAS PARA A GESTÃO DE EQUIPES

1. “A primeira qualidade do príncipe é conhecer seus súditos”, Martial (poeta latino).

A questão é considerar a equipe não em sua globalidade, mas em seus diferentes integrantes. A gestão da equipe não pode se limitar apenas à eficácia coletiva, apagando a humanidade de cada colaborador, que é única, que não se pode resumir à participação nos números. O gestor deve realmente se interessar pela pessoa.

Como aplicar? Reserve tempo para ouvir as pessoas de maneira informal, longe de qualquer pressão por resultados.

2. “Para nada serve ser bom apenas para si”, Voltaire.

O filósofo denuncia o egoísmo e o autocentrismo que são estéreis. Junta-se a isso o narcisismo, termo desconhecido no Iluminismo, tão disseminado e explorado hoje em dia pelo marketing e pelas redes sociais. Essa frase é o “anti-selfie”. O cavaleiro solitário trabalha apenas para sua própria grandeza, separando-se dos outros.

Como aplicar? Participe de grupos de trabalho transversais, para ter contato com a realidade e aprender a operar coletivamente.

3. “Se é a razão que faz o homem, é o sentimento que o conduz”, Jean-Jacques Rousseau.

A razão é a cabeça que analisa, decide, age e organiza. O sentimento é o coração, a emoção, a empatia, o entusiasmo – capazes de impulsionar uma dinâmica. Fala-se também de inteligência do coração, que faz ir na direção dos outros.

Como aplicar? Evite a tentação de controlar tudo, manifeste seus sentimentos e deixe sua equipe exprimir os seus.

4. “A forma é o fundo que sobe à superfície”, Victor Hugo.

O semblante reflete a vida interior. A forma é tudo que se relaciona com o não-verbal e é a única maneira de acessar o interior alheio. Os dois são indissociáveis. O gestor deve estar identificar entre seus colaboradores os sinais de desconforto e descontentamento. Também é preciso ser coerente, alinhando o que diz com o que faz, ou as mensagens não funcionarão.

Como aplicar? Explore as propostas de seu interlocutor se tiver a menor dúvida sobre o que está entendendo e mantenha um discurso autêntico.

5. “Quando se sabe ouvir bem, sempre se fala bem”, Molière.

O ouvir bem permite ao gestor se fazer compreender. As palavras justas vêm facilmente e todos se encontram no mesmo comprimento de ondas. Todos podem desenvolver seus pensamentos.

Como aplicar? Relaxe e mantenha a mente aberta.

6. “O barulho não faz bem; o bem não faz barulho”, São Vicente de Paula.

A discrição é virtude gerencial. Saber “passar a borracha”, depois da explicação de um colaborador sobre um desempenho aquém do esperado, constrói e consolida a confiança. Ao contrário, polemizar em público sobre o que não anda direito, traz o risco de comprometer a reputação do faltoso. É pior quando há fofocas envolvidas.

Como aplicar? Elogie em público e critique em particular.

Veja a matéria completa de Marie-Madeleine Sève publicada no endereço: http://lentreprise.lexpress.fr/rh-management/management/six-maximes-a-appliquer-pour-ne-pas-se-couper-de-son-equipe_1651376.html?PMSRC_CAMPAIGN=20150213180251_07_nl_lentreprise_zapping_11381&xtor=EPR-5029-[20150213180251_07_nl_lentreprise_zapping_11381_000YGW]-20150216-[Six_maximes__agrave__appliquer_pour_ne_pas_se_couper_de_son__eacute_quipe_002T5FN]-[RB2D106H001J1I0H]-20150216053300#ZzrD4LB5bEU7pp0s.99