TAYLOR TINHA RAZÃO - Maximax

TAYLOR TINHA RAZÃO

Na Suécia, cada vez mais empresas se convertem à redução da semana de 40 para 30 horas de trabalho. Resultado: mais lucros, menos riscos para a saúde e diminuição do turn-over.

A Suécia se afirma como país precursor do equilíbrio entre a vida profissional e a particular. A jornada de seis horas diárias avança. A Prefeitura de Göteborg, segunda maior do país por sua população e peso econômico, acabou de converter diversos serviços em 30 horas semanais.

Tanto o setor público quanto o privado seguem a tendência. Os funcionários da fábrica da Toyota trabalham seis horas já há 13 anos. Resultado: 25% de aumento dos lucros, forte diminuição do turn-over e recrutamento mais rápido. As jornadas são organizadas sobre dois formatos horários, ligeiramente deslocados: 6/12 horas e 12/18 horas, para que os empregados evitem a hora do rush.

Há o caso de uma start-up de Estocolmo que consegue atrair e fidelizar seus recrutados. Eles preferem ficar nessa empresa do que procurar salários melhores, mas com horários mais pesados. Eles também ficam mais produtivos com as jornadas mais curtas.

A ideia tem adeptos e adversários. Entre estes, os que mostram a necessidade de contratar mais gente para compensar a redução dos horários. Medir as consequências econômicas continua sendo uma questão complexa. Os adeptos trabalham no terreno da qualidade do trabalho e da vida, já que as carreiras são cada vez mais longa.

E Frederick Taylor com isso? No começo do século XX, ele já tinha demonstrado que trabalhar menos produz mais. Não é necessário trabalhar depressa, nem intensamente, o que só provoca fadiga. O fundamental é trabalhar pouco, de forma inteligente.

Fonte: L’Express, 2/10/2015